Segunda-feira, 30 de Maio de 2011
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Conheci-te outrora em canto, regressando sempre a essa forma e face que desprezavas: solitariamente te esfumaçaste, nesse sufoco morreste. Sobre esse altar ainda continuas cego a servir de ferramenta aos que te invocaram; nesse crepúsculo, abandonaste as vozes que te apaziguavam e amaste esses espinhos de rapina caída. Desse venenoso inverno subliminaste os defuntos, violaste esses esquecidos, colocando uma chama nas suas palmas.As eras que desvendaste serão infindáveis: do teu trono com peito aberto, contemplas o Sol que nasce sobre teu reino. Acolhe-nos então, de volta à terra, nosso pai.
Publicada por
Luís dos Santos
Etiquetas:
pensamentos,
português,
prosa

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