Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009
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Eras carne e eu era desengano. Só vi a luz sobre o teu corpo na escuridão desse quarto e odiei-me quando caí em mim: era verme tremendo em horroroso plano vindicativo. Quis temer a verdade e apenas consegui vomitar palavras desconexas. Finalmente adormeci e o terror foi tal que preferi deixar-me morrer. Sonhei com estradas, eram cinzentas e tu eras negra. Grãos de areia poluíram-me a vista e senti-me cansado. Muito cansado. Devorei-te, sabias a um nada que não sei atribuir. Também pouco importa, já é tarde.
Publicada por
Luís dos Santos
Etiquetas:
pensamentos,
português,
prosa

1 comentários:
Que pensamentos mais sombrios.
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