Sexta-feira, 31 de Julho de 2009 |
A tua insignificância é igual à minha. A nossa insignificância é engolida pelas estrelas, as estrelas são engolidas pelo tempo, o tempo é engolido pela negridão do nada.

Assim as palavras se transformam; grandes, pequenas, importantes, irrisórias, todas terminarão no mesmo lugar, após se arrastarem pela sinuosa via do eco das eras. Não temas portanto a morte, não temas o esquecimento, pois o grito dos grandes e dos pequenos no final soará igual: mudo.

Publicada por Luís dos Santos Etiquetas: , ,

2 comentários:

ana disse...

Mas nao é o final que importa...é quando a voz não é muda.

3 de Agosto de 2009 22:11  
Adinatha Kafka disse...

No fim acaba tudo por perecer, mas há aquilo que fica. Há vozes cujos ecos se repercutem nos rochedos do tempo e voltam para nos assombrar. E nem mesmo a negrura do nada as pode m dia abafar. Talvez no fim do mundo, quando tudo for cinza e nem o vento sopre para as espalhar...

22 de Agosto de 2009 17:22  

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