Sexta-feira, 31 de Julho de 2009
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A tua insignificância é igual à minha. A nossa insignificância é engolida pelas estrelas, as estrelas são engolidas pelo tempo, o tempo é engolido pela negridão do nada.
Assim as palavras se transformam; grandes, pequenas, importantes, irrisórias, todas terminarão no mesmo lugar, após se arrastarem pela sinuosa via do eco das eras. Não temas portanto a morte, não temas o esquecimento, pois o grito dos grandes e dos pequenos no final soará igual: mudo.
Assim as palavras se transformam; grandes, pequenas, importantes, irrisórias, todas terminarão no mesmo lugar, após se arrastarem pela sinuosa via do eco das eras. Não temas portanto a morte, não temas o esquecimento, pois o grito dos grandes e dos pequenos no final soará igual: mudo.
Publicada por
Luís dos Santos
Etiquetas:
pensamentos,
português,
prosa

2 comentários:
Mas nao é o final que importa...é quando a voz não é muda.
No fim acaba tudo por perecer, mas há aquilo que fica. Há vozes cujos ecos se repercutem nos rochedos do tempo e voltam para nos assombrar. E nem mesmo a negrura do nada as pode m dia abafar. Talvez no fim do mundo, quando tudo for cinza e nem o vento sopre para as espalhar...
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