Domingo, 17 de Junho de 2007
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Temo esses olhares que ocasionalmente me lanças enquanto jazes por entre os lençóis. Quero pensar que está uma lógica submersa neste acto, que há um motivo subjacente a toda esta realidade que apreendo.Não há.
As carnes encontram-se, mergulho no lago do teu corpo e tudo flui. Sinto as moções do Universo inteiro nesse movimento dos corpos. Há uma musicalidade qualquer neste jogo sensual de desejo, qualquer coisa divinamente sonora.
Nada dizes.
É manhã, odeio esses nasceres do Sol que todas as noites contigo desmancham. No entanto, parece que é sempre a primeira vez que me encontras, que encontras alguém. Não sei se é sangue da jovial iniciação ou suor da velha luta que sempre recomeças comigo. Não sei se é sangue da morte ou suor de um corpo virgem e frágil. Sou cego a tudo, nada vejo e nada sei.
Eles matam.
Publicada por
Luís dos Santos
Etiquetas:
pensamentos,
português,
prosa

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